Amei, amei amei!!!
Foi o que eu comentei ontem lá no Facebook ontem.
Eu sempre vi as pessoas falando sobre o seu “livro de cabeceira” e eu me sentia esquisita por não ter o meu. Agora eu tenho, é o “A Guerra da Arte” (The War of Art), do Steven Pressfield.

Nunca um livro falou tanto comigo, tão clara e diretamente. Me senti totalmente representada por ele. Quer saber por quê? Então segue uma degustação pra você:

  • A maioria de nós vive duas vidas. A vida que a gente vive e a vida não vivida dentro de nós. Entre as duas vive a Resistência.”
  • “Você é um escritor que não escreve? Um pintor que não pinta? Um empreendedor que nunca começa um negócio? Então você sabe o que é a Resistência.
  • “A menos que eu esteja louco, neste exato momento há uma vozinha constante que se agita dentro de você, ela te chama como já te chamou milhões de vezes antes, um chamado que é só seu. Você sabe disso. Ninguém precisa te dizer. E a menos que eu esteja louco, você não está mais perto de tomar uma atitude com relação a isso do que estava ontem ou que estará amanhã. Você acha que a Resistência não existe? A Resistência ainda vai te enterrar vivo.”
  • “Render-se à Resistência deforma o nosso espírito. Ela nos paralisa e nos faz ser menos do que somos e do que nascemos pra ser.”
  • “A Resistência é invisível. É uma força que repele. É negativa. O seu objetivo é nos empurrar pra longe, nos distrair, nos impedindo de fazer o nosso trabalho.
  • “A Resistência vai te dizer qualquer coisa pra te manter afastado do que você precisa fazer. Ela vai perjurar, inventar, falsificar, seduzir, fazer bulling, persuadir. Ela vai assumir qualquer forma se isso for necessário pra enganar você.”
  • “A Resistência não tem poder próprio. Cada gotinha de força que ela tem vem diretamente de você. Nós a alimentamos com o poder do nosso medo. Domine esse medo e você derrotará a Resistência.”

 

Páh! Toma na cara meu bem!

É uma bofetada atrás da outra. É uma enxurrada de realidade. E por pior que isso possa parecer é MUITO BOM!!! Eu devorei do início ao fim e já voltei nele algumas vezes pra me inspirar.

Só lendo ele todo pra tomar uma pancada atrás da outra e perceber o que a gente está fazendo de errado e o quanto a gente se autoboicota.

 

Apesar de ser curto e fácil de ler ele é forte, é denso e é pra ser assustador mesmo. Não é para os fracos. Aliás, os fracos devem achar que é bobagem, conversa pra boi dormir. Eu diria que a esse pessoal está chegando à potência mais elevada de Resistência. Tipo uns 9 pontos na escala Richter.

Enfim, deixando os resistentes de lado, esse livro nos desperta pra algo que acontece dentro da gente. É a batalha do eu comigo mesmo. A batalha que te impede de viver a vida que você sonha, e que querendo ou não é criada por você mesmo.

Sabe aquele papo de que nós somos nosso maior inimigo? Então, a Resistência nada mais é do que a autosabotagem e/ou nossos próprios medos.

 

O que eu aprendi sobre o medo

A Resistência se alimenta do nosso medo. Medo de tomar as rédeas da nossa vida. Medo de enfrentar a opinião dos outros. Medo de ser julgado. Medo de dar errado. Medo de dar certo (sim, o medo de dar certo existe sim, e muita gente nem sabe que tem).

O livro enfatiza o fato de que se a gente tem medo de algo é porque é algo realmente importante pra nós. Se fosse algo pouco importante não nos sentiríamos paralisados e cheios de dúvidas.

O que nos mete medo são aquelas coisas que se derem certo vão fazer muuuuuita diferença na nossa vida.

E facilmente a gente confunde o medo com intuição. Aposto que você já enganou a si mesmo várias vezes achando que seus instintos estavam te alertando pra não dar o próximo passo porque não seria bom pra você.

Claro! É muito mais cômodo, é muito mais nobre achar que a intuição é que está soprando no seu ouvido e não o medo te aterrorizando. Aceita que dói menos!

Mas não se engane mais. Essa voz amiga nem sempre é a intuição falando. Pode apostar que na maioria das vezes ela é a própria Resistência agindo sorrateiramente pra te enganar, se disfarçando de boa amiga, de intuição.


Enquanto você não abrir os olhos para o que a ardilosa Resistência é capaz de fazer, você vai continuar do jeitinho que você é, no mesmo lugarzinho que você sempre esteve, fazendo as mesmas coisinhas que você faz.

E eu desconfio que se você está lendo este post é porque você não está tão satisfeito assim nesse lugarzinho.

 

A ausência do medo

Tem um outro trecho do livro que conta uma historinha fictícia, mas que todo mundo já ouviu falar um dia, que são as histórias daquelas pessoas que recebem a triste notícia de uma doença gravíssima e que lhes restam alguns meses de vida.

Diante da trágica notícia esta pessoa condenada à morte passa a fazer tudo o que sempre teve vontade de fazer. Larga o emprego, escreve um livro de poesias ou começa a fazer aulas de dança, se muda pra uma fazenda, vai fazer trabalho voluntário com crianças doentes, etc. A família acha que ela está doida, que ela devia estar se cuidando mais, mas o fato é que ela nunca esteve tão feliz na vida. E alguns meses depois recebe a notícia de que a doença retrocedeu. Milagre? Erro médico? Talvez sim, talvez não. Vai saber.

E existem mesmo histórias assim, nem precisa procurar muito pra encontrar pessoas que numa situação limite se desprendem dos seus medos, das suas amarras e dos caminhos seguros pra fazerem aquilo que faz sentido pra elas.

Diante disso o autor lança pergunta que não quer calar:

Precisa a Resistência nos mutilar e desfigurar nossas vidas pra gente acordar pra realidade e fazer tudo diferente?

 
E por fazer tudo diferente entende-se: tudo o que é importante pra nós, tudo o que nos enche a alma, tudo o que faz diferença na vida, tudo o que a gente sempre deveria ter feito e não teve coragem.

Por que a gente deixa pra depois o que é importante e tudo o que faz sentido pra nós? Por que é tão difícil a gente dar ouvidos para aquela voz que há anos fala com a gente: “você devia estar fazendo outra coisa” ou “você pode mais do que isso” ou “esse não é o seu caminho”.


Por que a gente não consegue enfrentar nossos medos e escolher fazer diferente?

 

Esse livro é capaz de responder muitas destas inquietações. Ele traz das sombras um inimigo que a gente sabe que existe, mas nunca conseguiu enxergar direito. Ele faz você enxergar tudo com mais clareza, como se estivesse vendo um filme onde a Resistência que nos acompanha a vida toda passa a ser um personagem, quase um ser vivo que respira, se alimenta e tem suas necessidades.

E assim como nos filmes, quando o inimigo vem pra luz e se torna visível, claro, com cara e forma, é muito mais fácil de enfrenta-lo.


Enquanto o inimigo está nas sombras você é só um brinquedinho vulnerável nas mãos dele.

 

O primeiro passo para a mudança
Ter as respostas para estas questões não muda a vida de ninguém, pra toda mudança é necessário ação.

Mas entender o que se passa dentro da gente e conhecer o que nos impede de conquistar o que sonhamos, é o primeiro passo pra iniciar a mudança. E, diga-se de passagem, ter autoconhecimento já é um passo beeeem grande.

Agora eu queria muito estar aí com você e ouvir a resposta pra estas perguntas cabeludas que eu quero te fazer:

• O que faz sentido pra você?
• Você já começou a colocar seus sonhos em prática?
• Já está no caminho certo pra fazer aquilo que você veio ao mundo pra fazer?
• O que te mete medo de verdade?
• O que faria a diferença na sua vida e que você se sente incapaz de dar o próximo passo?
• O que te falta pra ir adiante?
Hein, hein???


Eu te desafio a me responder! Fico aqui aguardando seu comentário ou o seu e-mail.