Como é o seu relacionamento com o dinheiro? É próximo e amigável? É assustador e te mete medo? Vocês formam um lindo casal ou você tem medo dele? Talvez você seja uma daquelas pessoas que evita falar sobre essa relação. Ou você nem sabe que tem de fato alguma relação com o dinheiro.

Pois bem, talvez você não perceba mas você tem sim uma relação com o dinheiro. Encare o fato de que ele não passa na sua vida impunemente. O dinheiro não está simplesmente chegando, saindo e pronto. Você interage com ele e esta relação deixa rastros que impactam os resultados que você tem no seu negócio e na vida como um todo.

E essa relação determina como você ganha, gasta e como guarda dinheiro.

 

E não pense que isto é algo da vida adulta, não. Desde muito cedo a gente começa essa relação através da percepção do que acontece a nossa volta e sobre as mensagens que chegam até nós. E por estas mensagens terem chegado a nós em uma fase da vida em que não temos muito discernimento do que é real e o que é invenção, na infância, é nessa fase que a nossa mente cria muitos dos mitos e crenças que vamos carregar, na maioria das vezes, por uma vida inteira sem nem questionar.

Quem nunca ouviu:
– Dinheiro não dá em árvore!
– Dinheiro é sujo, lave as mãos!
– Dinheiro é fruto de trabalho suado.
– Dinheiro atrai desgraça (pesado isso, né!).
– Dinheiro não traz felicidade.

 

Talvez você também tenha presenciado conflitos entre seus pais por causa de contas a pagar. Ou o contrário, a total inexistência de diálogo a respeito de dinheiro dentro de casa e por isso o dinheiro passou a ser um tabu ou algo distante e pouco conhecido.

Na cabeça fantasiosa de uma criança estas simples mensagens podem ser transformadas em verdadeiros muros e barreiras que atrapalham o fluxo e a boa relação que ela vai ter no futuro quando tiver o seu próprio dinheiro para administrar.

Cada um recebe estas mesmas mensagens e as absorve de um jeito diferente e é por isso cada ser humano tem uma relação particular com o dinheiro, independente do padrão de vida que tenha. Não é privilégio de ricos ou pobres, todo mundo tem um pacote de mitos e crenças na caixola que mais cedo ou mais tarde se manifesta de forma positiva ou negativa.

E porque carregamos essa bagagem desde uma época em que tudo era muito fantasioso, acabamos crescendo e convivendo com estes monstrinhos na cabeça como se fossem verdades absolutas. O meu objetivo hoje é fazer com que você se questione sobre tudo o que acredita e vem repetindo a si mesmo sobre dinheiro e também sobre trabalho. Será que é tudo verdade mesmo ou é só uma repetição automática do seu cérebro?

 

Vamos avaliar o que você acredita.

Primeiro você precisa entender que tudo ao redor do dinheiro são invenções. Houve um dia na história da humanidade em que algumas pessoas se reuniram e decidiram que disquinhos de metal e pedaços de papel impresso seriam a forma como trocaríamos produtos, serviços, tempo e/ou energia uns com os outros. Não tem nada de realmente valioso, perverso ou mágico a respeito do dinheiro, tudo foi inventado. E como comentei antes, a maioria das nossas crenças surgem de histórias que ouvimos e não diretamente da realidade, assim como estas por exemplo:

– Pessoas ricas são esnobes e gananciosas.
– Quem não tem dinheiro é porque não se esforçou o suficiente.
– Dinheiro que não é suado não tem valor.
– É uma injustiça uns terem tanto e outros tão pouco.
– Dinheiro é difícil de conseguir e de guardar.
– Trabalho é pra pagar as contas, não pra ter prazer.
– Na crise todo mundo perde.

E você pode estar aí dizendo que todas elas, ou a maioria delas, são realmente verdade. Essa sua afirmação só prova que o seu cérebro está funcionando como ele foi programado pra ser, que é buscar padrões conhecidos e reforçar o que você está pensando ou o que você acredita, mesmo que seja algo escondidinho lá no fundo num canto escurinho e esquecido da sua mente e que você nunca pense ou reflita a respeito.

Se um dia algo se alojou lá dentro, é lá que a sua mente vai vasculhar e iluminar novamente aquele pensamento antigo toda vez que se deparar com alguma situação semelhante. E assim a sua mente trabalha pra você se sentir confortável com os seus velhos trapos guardados lá no fundo.

E você pode comprovar esta programação do cérebro com coisas bem comuns do cotidiano. Por exemplo, você já deve ter ouvido alguém falar (ou aconteceu com você mesmo) que desconfiava estar grávida e de repente passou a ver mulheres grávidas pra todo lado. Ou então quando você quer comprar algo importante e valioso e de uma hora pra outra se depara com este produto em tudo quanto é lugar. Acontece a toda hora.

Eu sinto te decepcionar mas isso não é o universo te dando sinais, é o seu cérebro trabalhando como de costume. Todos estes elementos que surgem como um passe de mágica já estavam lá antes mas você não estava atento. Quando a sua atenção acendeu a luz para um determinado assunto o seu cérebro passa a buscar por mais deste padrão e os faz piscar diante dos seus olhos reforçando o que você quer ou acredita.

Se você acredita que arte não dá dinheiro, o seu cérebro sempre vai destacar pra você aqueles exemplos que reforçam o que você já acredita. Mesmo quando você encontra casos de sucesso vez ou outra, estes não tem relevância nem força suficiente pra desfazer toooooodos os outros casos de insucesso que o seu cérebro foi coletando durante uma vida toda. Os casos que provam o contrário podem ser vistos pela sua mente como exceção, força do acaso ou uma aberração da natureza, e por isso eles passam despercebidos.

 

Substituindo os velhos modelos

O que você precisa fazer é se questionar se estas histórias que sua mente está te contando são 100% verdadeiras. Eu posso apostar que não. Às vezes só o fato de se dar conta que elas não são tão reais assim já é o suficiente pra desapegar de um mito ou crença e passar a ver o assunto com outros olhos.

Então que tal começar a coletar exemplos contrários a cada uma destas crenças? Modelos que provem que é possível ter sucesso no mercado artesanal, por exemplo? Está cheio por aí, não vai ser difícil de encontrar. Ou então comece a buscar pessoas e histórias que te ajudem a provar situações como estas:

– Pessoas com dinheiro tem mais para dar e ajudar.
– O dinheiro torna a vida mais fácil.
– Quem gosta do seu trabalho consegue ter mais sucesso.
– É fácil guardar dinheiro para coisas que são importantes pra mim.

 

Sempre tem mais pra limpar

E agora que você fez este exercício de substituir os velhos modelos e padrões por outros que te ajudam a crescer ao invés de te puxarem pra baixo, faça o favor de encontrar também novos modelos que substituam estes aqui também:

– O mercado não me permite cobrar mais que isso.
– Se eu aumentar meus preços vou perder clientes.
– Quem sou eu pra cobrar mais pelo meu trabalho?
– Não quero parecer esnobe cobrando mais.
– Se eu disser não vou perder oportunidades.

Será que isso tudo é 100% verdade? Eu também achava que era até que eu provei pra mim mesma através do meu trabalho que era tudo invenção da minha cabeça. Então, bora dar uma limpada no porão da sua mente e iluminar todos os cantinhos com coisas novas e que façam mais sentido pra sua vida!

 

E pra ajudar ainda mais a você ter uma relação mais bacana com o dinheiro, seu trabalho e os seus preços é que eu criei a Jornada do Preço para Produtos Artesanais que começa agora no final de julho. Será uma série de conteúdos gratuitos (posts, e-mails e encontros online) sobre como você pode aumentar os ganhos com o seu trabalho artesanal sem deixar que estas barreiras e crenças que a gente vai adquirindo ao longo da vida estraguem a festa do seu negócio criativo. Está na hora de interromper este ciclo. Vem comigo nessa jornada que eu te conto mais!

 

Me conta, isso fez sentido pra você?
Se identificou com o que te contei sobre as histórias que a nossa mente cria?
Me escreve pra eu saber como é isso pra você. Espero ter ajudado!
Até a próxima.