Um dia eu conheci o trabalho de uma artista plástica que (quase) causou uma revolução na minha vida. Ela criou uma coleção de quadros usando peças de origami (dobraduras de papel) que me deixaram fascinada e fez a minha mente viajar nas infinitas possibilidades de criação usando papel.

Aquela obra me inspirou a criar algo meu, que tivesse a minha cara mas com aquele mesmo efeito de luz e sombra que me fez grudar os olhos em cada peça.

Fui pra casa, sentei no meu computador e fui pesquisar sobre origami. Depois vasculhei minhas quinquilharias, encontrei uma porção de papéis coloridos e logo já comecei a cortar e dobrar papel experimentando tudo quanto é forma diferente de dobradura. Escolhidas as formas mais interessantes e repeti cada uma delas algumas dezenas de vezes e depois colei sobre um fundo liso.

Na foto deste post tem algumas delas. Fofo, né?

Pois então, foi um tal de mede, risca, corta, dobra, erra, põem fora, corta de novo, faz uma pré-montagem pra ver o efeito, não ficou bom, inverte as cores e as posições das peças, testa de novo, olha de longe, olha de perto e agora sim, pode colar tudo em definitivo porque ficou jóia!

Pronto acabei!

Que nada, não acabou, não! Tem que emoldurar e precificar.

Sim, PRECIFICAR!!! E agora?

Quebrei a cabeça e fiz um cálculo esdrúxulo por número de peças que usei no quadro e cheguei a um preço que EU achei bom. Um número quase aleatório, sem nenhuma base matemática, científica, artística e nem filosófica que pudesse justificar aquele número cabalístico que eu estabeleci.

Foi um valor que eu achei justo já que era só papel e cola, tudo bem baratinho.

Foi na hora de pesquisar os preços para emoldurar o quadro que percebi que o “preço carinhoso” que eu estabeleci para o meu trabalho valia menos do que o preço da moldura. Mesmo na empresa mais barata que eu encontrei.

Como assim? Não pode! Preciso mudar isto, pensei. Tenho que encontrar uma empresa mais barata. Claro!

Nããããão!!!! Não é por aí!

Claro que procurar fornecedores mais baratos deve ser sempre uma opção, mas o caso aqui não é esse. Se todas a empresas que eu pesquisei cobravam mais pela moldura do que eu cobro pelo meu trabalho, será que todos eles é que estão exagerando nos seus preços?

Desconfio que não. O erro certamente está na outra ponta desse novelo.

Ao invés de encontrar um fornecedor baratinho de fundo de quintal não seria melhor eu valorizar o meu trabalho e cobrar um preço justo por todo o esforço de pesquisa, teste, horas e horas de trabalho pra conseguir o resultado que eu tanto queria para aquele trabalho? E a exclusividade da obra, não conta, não?

Claro que conta!

Não é só o material e as horas efetivamente trabalhadas na produção da peça que contam. Tem mais um monte de outras coisas envolvidas.

Como é que você está calculando o preço do seu trabalho?

Por exemplo, se você trabalha com material reciclado você não pagou nada por ele, certo? Então se você usar o mesmo raciocínio que eu usei anos atrás pra precificar os meus quadros, apenas considerando o valor do material, então o seu trabalho deveria ser distribuído de graça, não é?

Seguindo este raciocínio, sim.

Então como é que você pode estabelecer o preço de todo aquele trabalho de testes, experimentações, pesquisas, todo o suor e esforço despendidos pra chegar ao resultado final? Onde é que entra isso tudo?

Calma, 99% de artistas e artesãos tem esta mesma dificuldade e sempre ficam na dúvida se poderiam cobrar mais pelo seu trabalho. E eu te digo que pra tudo tem um jeito.

Você está precificando seus produtos assim?

– o material custou X, eu quero receber Y, então faço X+Y = preço do produto.

– calculo o valor do material e multiplico por 3 (ou pior, por 2!).

– vejo o preço da concorrência e coloco um preço aproximado.

– coloco um preço que eu pagaria pela peça.

Se você precifica os seus produtos assim e você está lendo este post é porque você sabe que tem alguma coisa errada com o seu método, certo?

Saiba que se você não sabe compor o preço dos seus produtos, você não tem como saber se realmente está tendo lucro, se você vai conseguir expandir o seu negócio e, principalmente, continuar tendo prazer com o que você faz.

Porque uma coisa é certa, se você está cobrando menos do que deveria pelo seu trabalho, logo logo você vai perder todo o prazer de trabalhar com o que você amou um dia trabalhar e a sua paixão vai virar um fardo. Escuta o que eu te digo (se é que você já não está nesta fase…).

Se você desconfia de que deveria cobrar mais pelo seu trabalho, certamente você está cobrando pouco, sim!

Quando você passa a ter um negócio você precisa se envolver em um zilhão de coisas que não precisava fazer antes como divulgar o seu trabalho, fazer orçamentos, responder e-mails e telefonemas de clientes, fazer embalagens, entregas, fazer fotos bacanas dos seus produtos, criar um site/blog, estudar sobre finanças, sobre negócios e marketing, aprender novas técnicas pra aprimorar o seu produto, procurar novos fornecedores, fazer parcerias, contratar e treinar mão-de-obra…

É muuuuita coisa! E você precisa ser remunerado por isso.

Isto está sendo considerado no preço do seu produto?
Eu desconfio que não.

Então para. Está na hora de fazer a coisa certa e fazer o seu negócio crescer.

E é por isto que neste momento estou preparando um material bem legal pra você aprender de uma vez por todas como colocar preço nos seus produtos, precificar a sua arte, precificar o seu artesanato e ter um negócio sustentável (não tem nada ver com ecologia, viu!).

E pra receber este material em primeira mão é só se inscrever aqui em baixo que assim que estiver tudo pronto eu mando pra você um link pra baixar o material de graça.

E pode espalhar a notícia por aí. Você não tem amigas que também tem dificuldade de precificar o seu trabalho? Claro que tem. Quero esclarecer as dúvidas de todo mundo e acabar de vez com os fantasmas em torno deste assunto de precificação.

Mas antes de encerrar eu só quero deixar uma perguntinha pra você pensar:

Quanto você aceitaria receber por hora se fosse trabalhar para outra pessoa ou empresa?
Então por que você como chefe aceita se pagar menos do que isso?

Vou deixar você refletindo depois dessa, tá?

E aí, tem muitas dúvidas sobre este assunto e não sabe como resolver? Me escreve por e-mail ou escreve aqui nos comentários que eu vou procurar incluir todas as dúvidas neste material que estou produzindo com todo carinho. Ah, e é gratuito!

Te inscreve aí em baixo e não perde! Estou beeeeem ansiosa pra te enviar isto logo!!!!!